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Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 5.300 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 9 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

Leia o blog de Luci Tojal

A sugestão de hoje é o blog Alimentos e Nutrição. Ele pode ser acessado aqui.

O blog analisa os efeitos manipulação dos alimentos sobre os nutrientes, na promoção, manutenção e recuperação da saúde humana e prevenção de doença. AGEs- Produtos da glicação de aminoácidos e proteínas

Quando os animais são abatidos para consumo humano, a carne das carcaças é removida manualmente. Porém, a remoção de pequenas porções e pedaços de carne aderidos aos ossos das carcaças é feita mecanicamente (desossa mecânica) por máquinas. Durante o processo de desossa, pequenas quantidades de pó, bem como de medula óssea, são incorporadas aos produto final, acarretando em aumento do pH, contudo, com boas práticas de fabricação, não deve apresentar problemas microbiológicos.

No processamento convencional de carnes (desossa a frio), as carcaças são refrigeradas após o abate durante 24 horas ou mais, sendo depois processadas ainda em estado de refrigeração (pós-rigor). Na desossa a quente (operação com calor), o processamento da carne normalmente é feito num período de 1-2 horas depois do abate (pré-rigor), enquanto a carne ainda está “quente”.

A desossa a quente, por si só, não tem nenhum efeito em contagens microbianas, mas o controle da temperatura nas primeiras de refrigeração é crítico, com uma refrigeração a 21°C, por período de 3-9 horas sendo satisfatória. A cocção reduz a contagem microbiana em todos os produtos. A desossa a quente é normalmente acompanhada de uma pressurização pré-rigor (15.000 psi/2 min.), o que melhora a coro do músculo e sua aparência final, aumenta a maciez da carne, mas não tem efeito sobre a microbiota da carne.

Se a temperatura de uma carcaça bovina cai a <10°C antes de o pH atingir <5,9, a carne sofre um encurtamento pelo frio e fica endurecida. A estimulação elétrica aumenta a taxa de diminuição do pH, estimulando a conversão do glicogênio em ácido láctico e, assim, evitando o endurecimento. A aplicação de estimulação elétrica não parece ter efeito sobre a microbiota, apesar de alguns estudos relatarem redução na contagem de aeróbios. A maciez associada à estimulação elétrica em carnes é consequência, pelo menos em parte, da destruição dos lisossomos.

Órgãos como fígado, rins, corações e línguas têm valores mais altos de pH e de glicogênio do que carnes vermelhas, mas apresentam baixas quantidades de microrganismos.

A BIOTA DE CARNES E AVES

Em geral, a microbiota das carnes e aves reflete os microrganismos do abate e de suas etapas de processamento, com predominância de bactéria Gram negativas. Entre as Gram positivas, o Enterococcus e o Lactobacillus são os mais encontrados. Devido à sua constante presença nas etapas de processamento da carne, vários gêneros de bolores podem ser encontrados, incluindo Penicillium, Mucor e Cladosporium. As leveduras mais encontradas em carnes e aves fazem parte do gênero Candida e Rhodotorula.

Incidência/prevalência de microrganismos em carnes vermelhas frescar

A carne moída apresenta número maior de microrganismos do que a carne não moída porque (1) resulta de vários cortes manipulados excessivamente, (2) tem grande superfície de contato, (3) moedor de carne, facas e utensílios de estoque inadequadamente limpos, e (4) um pedaço de carne muito contaminada é suficiente para contaminar outros pedaços ou mesmo todo o lote, uma vez que tenha passado pelo moedor.

Pedaços de carne altamente contaminados normalmente estão na forma de linfonodos, em geral, envolvidos por gorduras. Isto pode explicar porque a carne de hambúrguer apresenta número mais elevado de microrganismos do que a carne bovina moída, pois pode conter até 30% de gordura animal, enquanto a carne moída não pode ter mais do que 20% de gordura.

Tanto o Bacillus quanto o Clostridium são encontrados em todos os tipos de carne, embora em níveis muito baixos, e sua relevância, enquanto esporos, decorre de seu papel na putrefação anaeróbia na indústria de enlatados durante a destruição de microrganismos pelo calor.

Diversos grupos microbianos já foram encontrados em diferentes tipos de carnes, inclusive Erylepelotrix rhusiopathiae, Clostridium perfringens, Enterobacteriaceae (Escherichia coli, Serratia liquefaciens, Citrobacter freundii, Enterobacter cloacae, Salmonella), Listeria monocytogenes.

Os métodos de quantificação mais utilizados têm sido a contagem de aeróbios em placas (APC) e o método do número mais provável (MPN).

A adiçaõ de proteína de soja (farinha, flocos ou proteína texturizada de soja) em níveis de 10-30% em bifes de carne moída acarreta em aumento da contagem de aeróbios e diminuição do tempo de deterioração, relacionados ao aumento do pH e da superfície de contato da carne com a soja.

Carne Mecanicamente Separada

CARNES FRESCAS E AVES

Os tecidos internos de animais sadios não contêm bactérias no momento do abate, porém quando as carnes são examinadas no varejo, diversos tipos e quantidades diferentes de microrganismos são encontrados.

Microrganismos presentes na faca de sangria, pele do animal, trato gastrintestinal, mãos dos manipuladores, recipientes, ambientes de manuseio e armazenamento e nódulos linfáticos são as principais fontes de contaminação das carnes, especialmente vermelha.

O número de microrganismos das carnes pode ser avaliado na etapa de corte.

FATORES BIOQUÍMICOS QUE LEVAM AO RIGOR MORTIS

Depois do abate de um bovino descansado, a circulação cessa, e a queda no fornecimento de oxigênio interrompe a respiração, enquanto a glicólise inicia-se, com a conversão da maior parte do glicogênio em ácido láctico, causando queda do pH de 7,4 para 5,6. Ocorre redução no potencial de oxirredução, e, devido à interrupção do suprimento de vitaminas e antioxidantes, gradual desenvolvimento de rancidez. Os sistemas nervoso e hormonal param, causando queda na temperatura do animal e solidificando a sua gordura.

A liberação de cálcio para o citosol acarreta em contração muscular, e a ausência de ATP impossibilita o seu relaxamento, resultando assim em rigor mortis. Assim, durante o rigor mortis ocorre a formação de actinomiosina (pela ligação entre actina e miosina) de forma mais estável, com endurecimento da carne. O abaixamento do pH ativa calpaínas que degradam as proteínas miofibrilares em determinados pontos internos das moléculas, tornando a carne macia, porém, não são capazes de levar o processo de hidrólise até aminoácidos. Por outro lado, a calpastatina também ativada pelo pH ácido, é uma enzima que inativa as calpaínas, contribuindo portanto para a não maciez da carne.

Uma terceira enzima é a catepsina, que degradam a actina e a miosina, bem como o colágeno.

No entanto, se o animal for abatido sob estresse, a reserva de glicogênio dos músculos pode ser parcial ou totalmente exauridas, e o estabelecimento do rigor mortis ocorre na primeira hora, mesmo antes da carcaça ser levada à câmara fria, porque a reserva energética não é suficiente para sustentar o metabolismo anaeróbico e produzir ácido láctico capaz de fazer baixar o pH a 5,5, nas 24 horas post mortem.

O sistema reticuloendotelial pára de capturar microrganismos, permitindo que eles cresçam ilimitadamente.

Em temperaturas normais de conservação da carne bovina fresca (2°-5°C), esses eventos necessitam de 24-36 horas para ocorrer. Parte da biota dessa carne é proveniente dos próprios nódulos linfáticos do animal, da faca de sangria utilizada, da pele do animal, do trato intestinal, da poeira, das mãos dos manipuladores, das facas de corte, dos recipientes de estocagem e de outras fontes. Em armazenamentos prolongados, sob temperaturas de refrigeração, a deterioração microbiológica começa. No caso de as temperaturas internas não atingirem temperaturas de refrigeração, a deterioração que ocorre é causada por bactérias de fontes internas (Clostridium perfringens, enterobactérias). Por sua vez, a deterioração de carnes estocadas em refrigeradores é, na maior parte dos casos, decorrentes da biota deteriorante da superfície da carne, ou seja, proveniente de fontes externas.

REFERÊNCIA

FELÍCIO, P.E.. Fatores ante e post mortem que influenciam na qualidade da carne bovina. Disponível em: http://www.fea.unicamp.br/img/File/Fatores%20que%20influenciam%20a%20qualidade%20da%20carne%20bovina.pdf. Acesso em: 31 de agosto de 2012.

ANDRIGHETTO, C. et al.. Maturação da carne bovina. REDVET. V.7, n. 6, 2006. Disponível em: http://www.veterinaria.org/revistas/redvet/n060606/060603.pdf. Acesso em: 31 de agosto de 2012.

JAY, J.M. Microbiologia de alimentos. 6ª ed., Artmed, Porto Alegre, 2005. 711p.

 

 

O que diz a RDC nº 216 que dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação?

No item 4 – BOAS PRÁTICAS PARA SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO pode-se ler:

4.1.15 Os equipamentos, móveis e utensílios que entram em contato com alimentos devem ser de materiais que não transmitam substâncias tóxicas, odores, nem sabores aos mesmos, conforme estabelecido em legislação específica. Devem ser mantidos em adequando estado de conservação e ser resistentes à corrosão e a repetidas operações de limpeza e desinfecção.

Então,

não se refere especificamente à madeira ou a plástico, mas à materiais que não transmita substâncias tóxicas, odores, nem sabores aos alimentos, e que devem ser mantidos conservados, sendo resistentes à corrosão, limpeza e desinfecção.

no item 4.1.17:

4.1.17 As superfícies dos equipamentos, móveis e utensílios utilizados na preparação, embalagem, armazenamento, transporte, distribuição e exposição à venda dos alimentos devem ser lisas, impermeáveis, laváveis e estar isentas de rugosidades, frestas e outras imperfeições que possam comprometer a higienização dos mesmos e serem fontes de contaminação dos alimentos.

Novamente, não se lê madeira ou plástico, mas a exigência de está isenta de rugosidade, fresta e outras imperfeições, o que não pode resultar em exclusão do plástico ou da madeira.

REFERÊNCIA:

FRANCO, B.D.G.M.; LANDGRAF, M.. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Editora Atheneu, 2008.

Atividade de água

Os macro e micronutrientes, que compõem os produtos destinados à alimentação humana e animal, dependem da presença de água, que confere textura, disponibilidade orgânica, palatabilidade, estabilidade e maior peso. Entretanto, esta água pode ser o principal fator intrínseco na decomposição do produto.

Os microrganismos necessitam de água para seu metabolismo e multiplicação, não podendo aproveitar a água ligada a macromoléculas, exigem água livre. O parâmetro que mede a disponibilidade de água é a “atividade de água” (Aa ou aw).

A fração de água é um dos importantes componentes dos alimentos, afetando todas as suas propriedades físicas. Quando um material biológico é exposto a uma certa condição de umidade relativa, ele cede ou ganha água para equilibrar sua própria umidade. Isso ocorre quando a pressão de vapor d’água na superfície do material se iguala à pressão de vapor d’água do ar que o envolve.

A medida de atividade de água é uma das medidas mais importantes no processamento e análise de produtos agropecuários in natura ou processados. A medição da atividade de água é a melhor medida da concentração de água, em termos de propriedades físico-químicas, aferindo a quantidade de água livre no produto.

Um analisador de atividade de água baseia-se na condensação de água em superfície espelhada e fria, e detecção por sensor infravermelho. Posteriormente, ocorre a evaporação do líquido até determinado pronto de equilíbrio, onde, a partir de então, passa a ocorrer o fenômeno de compensação, ou seja, para cada molécula de água que evapora, há uma que se condensa, sendo denominado esse fenômeno de pressão de vapor. A pressão de vapor de água do produto dividido pela pressão de vapor de água pura, usualmente 1,000, determina a aw máxima.

O comportamento microbiano frente à aw é extremamente variável, sendo que as bactérias são mais exigentes, quanto à disponibilidade de água livre, em relação ao fungos e leveduras. Os substratos com aw inferior a 0,600 estão assegurados quanto à contaminação microbiana. Alimentos com alto teor de lipídeos, que apresentam atividade de água na faixa de 0,300 a 0,400 são mais estáveis à oxidação química e microbiana. A partir de 0,650 começa a ocorrer a proliferação de microrganismos específicos, sendo que até aw 0,750, somente algumas bactérias halofílicas, leveduras osmofílicas e fungos xerofílicos podem se desenvolver.

Atividade de água, temperatura e disponibilidade de nutrientes são interdependentes. Em uma dada temperatura, a capacidade de microrganismos multiplicarem-se diminui à medida que a aw diminui. Por outro lado, quanto mais próxima da temperatura ótima de mutiplicação, mais larga é a faixa de aw em que o crescimento bacteriano é possível. A presença de nutrientes também amplia a faixa de aw em que o microrganismos podem multiplicar-se.

A aw limitante para o crescimento de determinado microrganismo depende ainda de outros fatores intrínseco que podem agir simultaneamente, como o pH do meio, o potencial de óxido-redução e a presença de substância antimicrobianas naturais ou intencionalmente adicionadas, entre outros. De modo geral, quando esses fatores provocam um afastamento das condições ótimas para a multiplicação de determinado microrganismo, mais alto será o valor de aw necessária.

O efeito da diminuição da aw a um valor inferior ao considerado ótimo para um microrganismo é o aumento da fase lag do crescimento microbiano e a diminuição da velocidade de multiplicação e do tamanho da população microbiana final. Esse efeito é devido a alterações em todas as atividades metabólicas, uma vez que todas as reações químicas das células são dependentes de água.

REFERÊNCIAS:

– CORRÊA, P.C.; AFONSO JR., P.C.; STINGHETA, P.C.; CARDOSO, J.B.. Equilíbrio higroscópico e atividade de água para ovo integral processado em “spray dryer”. Rev Bras Prod Agroind, V.4, N.1, p.15-22, 2002.

– FRANCO, B.D.G.M.; LANDGRAF, M.. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Editora Atheneu, 2008.

– KOWALSKI, C.H.; MALLMANN, C.A.; PERIN, M.; SILVEIRA, V.G.. Determinação de atividade de água em cereais e oleaginosas procedentes do sul do Brasil. XVI Jornada Acadêmica Integrada da UFSM. 2001.

– LAMIC. Atividade de água. Disponível em: http://www.lamic.ufsm.br/info_aw.html. Acessado em:25 de agosto de 2012.

1. Marco teórico

Em todos os ambientes, existem múltiplos microrganismos de diversos tipos e atividades fisiológicas. Para estudar um microrganismo em particular é necessário separá-lo da população mista em que se encontra. Para tanto, utiliza-se técnicas de isolamento que resultem em cultivo puro. Portanto, é importante realizar procedimentos que permitam o isolamento e seleção do microrganismo de interesse.

Com esta finalidade, o método selecionado deve constituir-se em uma atividade interdisciplinar que combine atividades de microbiologia, bioquímica, química e engenharia. O êxito de um programa de seleção depende da fonte utilizada para obtenção dos microrganismos e do método escolhido para detectar a atividade desejada.

De maneira geral, os métodos de isolamento incluem: Read the rest of this entry »

Após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informar que não possuía qualquer evidência científica para embasar sua recomendação pelo uso de tábuas de plástico mais que tábuas de madeira para uso em cozinha no corte de alimentos, Dean O. Cliver iniciou uma série de estudos para analisar a questão. Desde então, a recomendação é o uso de tábua de madeira de bordo (Acer pseudoplatanus) ou similar, mas não especifica qualquer tipo de plástico, nem informa como manter limpo.

Inicialmente, o pesquisador pretendia desenvolver um método de desinfecção que permitisse tornar a superfície de madeira tão segura quanto às de plástico. O conceito de segurança utilizado é o de que bactérias, tais como Escherichia coli O157:H7 e Salmonella, que podem contaminar a superfície de trabalho quando carne crua está sendo preparada, não devem permanecer na superfície permitindo o corte de outros alimentos que possam ser ingeridos sem cocção (crus). Mas, o autor verificou que as bactérias não eram recuperáveis a partir da superfície da tábua de madeira pouco tempo depois de terem sido aplicadas, a não ser que se utilizasse uma enorme quantidade. As tábuas de plástico novas permitiu que bactérias fossem recuperadas, no entanto eram facilmente limpas e desinfetadas.

Ainda, as tábuas de madeira usadas, e com muitos cortes de faca, apresentaram os mesmos resultados que tábuas novas. No entanto, as tábuas de plástico usadas (com cortes) não permitiram limpeza e desinfecção eficientes de forma manual, especialmente se fora utilizada para cortar gordura de frango. A microscopia eletrônica revelou profundos sulcos na tábua de plástico.

Na verdade, as bactérias ainda podem ser encontradas vivas dentro da tábua de madeira, no entanto, elas não se multiplicam e morrem gradualmente. A recuperação destes microrganismos só é possível cortando-se ou goifando-se as tábuas, ou fazendo água atravessar a madeira. Se realizados cortes após o uso e limpeza, bactérias podem ser recuperadas mais das tábuas de plástico do que das de madeira.

O pesquisador utilizou como “limpeza manual” o uso de esponja, água corrente quente e detergente líquido, enquanto para limpeza mecânica foi utilizada máquina de lavar louça. A limpeza mecânica foi eficiente para todos os tipos de tábuas, velhas ou novas.

Tábuas de madeira podem ser desinfectadas também por uso de aparelho micro-ondas, com cuidado para evitar superaquecimento. As superfícies devem ser limpas e desinfetadas com solução de hipoclorito de sódio. O hipoclorito de sódio só será eficiente se a tábua já estiver livre de resíduos, ou seja, limpa.

O autor acredita que alimentos podem ser preparados com segurança em tábuas de madeira, e que tábuas de plástico apresentam algumas desvantagens.

No site http://faculty.vetmed.ucdavis.edu/faculty/docliver/Research/cuttingboard.htm, você pode encontrar mais detalhes. Um texto original de Dean O. Cliver – Plastic and Wooden Cutting Board (está em ingles)

OUTRAS REFERÊNCIAS:

– CLIVER, D.O.. Cutting boards in Salmonella cross-contamination. J AOAC Int. V.89, N.2, p.538-542, 2006. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16640304

– TANG et al.. Transfer of Campylobacter jejuni from raw to cooked chicken via wood and plastic cutting boards. Lett Appl Microbiol. V.52, N.6, p.581-588, 2011. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21375548.

– THORMAR, H, HILMARSSON, H. Killing of Campylobacter on contaminated plastic and wooden cutting boards by glycerol monocaprate (monocaprin).Lett Appl Microbiol. V.51, N.3, p.319-324, 2010. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20666986

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Moluscos

Moluscos (ostras, mexilhões, lulas e vieiras) diferem na sua composição química tanto dos peixes teleósteos como dos crustáceos, por terem um nível significante de carboidratos e uma pequena quantidade total de nitrogênio em sua carne.

O glicogênio na carne de molusco é fermentado durante a deterioração microbiana. A grande quantidade de carboidratos em moluscos é o que diferencia a sua deterioração das de outros frutos do mar.

A carne de moluscos contém elevados níveis de bases nitrogenadas, assim como a dos crustáceos, e contêm níveis mais altos de arginina, ácido aspártico e ácido glutâmico  do que a carne de peixe.

A microbiota de moluscos varia muito, dependendo da qualidade da água de onde foram retirados, da qualidade da água da lavagem e de outros fatores, e incluem Serratia, Pseudomonas, Proteus, Clostridium, Bacillus, Escherichia, Enterobacter, Shewanella, Lactobacillus, Flavobacterium e Micrococcus.

No início e no desenvolvimento da deterioração de moluscos, Pseudomonas e Acinetobacter-Moraxella spp. predominam, enquanto, nos estágios mais avançados da deterioração, Enterococcus, Lactobacillus e leveduras dominam.

A deterioração de moluscos é basicamente fermentativa, e pode-se determinar a qualidade microbiana de ostras, por exemplo, através da medição do pH, considerando-se a seguinte escala:

pH 6,2-5,9 = bom;

pH 5,8 = “não muito bom”;

pH 5,7-5,5 mofado;

pH 5,2 ou menos = azedo ou pútrido.

A medição de ácidos voláteis em moluscos constitui-se em teste incerto para a determinação da qualidade. De qualquer forma, avaliações organolépticas e contagens microbianas foram os melhores indicadores da qualidade microbiana de moluscos.

Na carne de lula, as bases voláteis nitrogenadas aumentam conforme ocorre deterioração, da mesma forma que acontece nos crustáceos.

REFERÊNCIAS:

– JAY, James M. Microbiologia de alimentos. 6ª ed., Artmed, Porto Alegre, 2005. 711p.

Deterioração dos crustáceos

Crustáceos

Os crustáceos mais consumidos são camarões, lagostas, caranguejos e lagostins.

Os crustáceos diferem dos peixes por apresentarem 0,5% de carboidratos. Os camarões têm demonstrado um nível maior de aminoácidos livres do que os peixes e contêm enzimas catépticas que quebram as proteínas rapidamente.

A microbiota bacteriana de crustáceos recém-apanhados reflete a água de onde eles foram retirados, além dos microrganismos contaminantes vindos dos barcos, dos manipuladores e das águas de lavagem.

Muitos dos microrganismos presentes nos peixes são encontrados nos crustáceos, sendo Pseudodomonas, Acinetobacter-Moraxella e leveduras spp. os microrganismos predominantes na deterioração da carne de crustáceos.

Na deterioração de camarão, a 0°C por 13 dias, predominam Pseudomonas, sendo que apenas 2% da microbiota é Gram-positiva, em contraste com 38% no produto fresco. A Moraxella e Proteus dominam a 5,6°-11,1°C e 16,7°-22,2°C, respectivamente.

A deterioração da carne de crustáceos parece ser muito semelhante à da carne de peixe. É de se esperar que ela se inicie nas superfícies externas desses alimentos devido à anatomia dos organismos.

Músculos de crustáceos contêm mais de 300mg de nitrogênio/100g de carne, muito mais do que o peixe. A deterioração inicial da carne de crustáceo é seguida de uma grande produção de bases voláteis nitrogenadas (inclusive TMAO), assim como acontece no peixe. A deterioração microbiana do camarão é acompanhada de um aumento na sua capacidade de hidratação, assim como acontece em carnes e aves.

REFERÊNCIAS:

– http://monstronacozinha.blogspot.com.br/2008/01/mangueboys.html

— JAY, James M. Microbiologia de alimentos. 6ª ed., Artmed, Porto Alegre, 2005. 711p.

 

DETERIORAÇÃO DE PEIXES

Peixes

Tanto os peixes de água doce como os de água salgada contêm altos teores de proteínas e outros constituintes com nitrogênio. O conteúdo de carboidratos desses peixes é zero, enquanto o conteúdo de gordura varia entre valores muito baixos e um pouco altos, dependendo da espécie.

Nem todos os compostos com nitrogênio do peixe estão na forma de proteínas. Entre os compostos não-protéicos com nitrogênio, estão aminoácidos livres, bases voláteis de nitrogênio como amônia e trimetilamina, creatina, taurina, betaínas, ácido úrico, anserina, carnosina e histamina.

Os peixes frescos resfriados são invariavelmente deteriorados por bactérias, ao passo que os peixes salgados e secos têm uma tendência maior a serem deteriorados por fungos.

A deterioração de peixes de água doce e de água salgada parece ocorrer essencialmente da mesma maneira.

A parte mais susceptível do peixe é a região das brânquias. Os primeiros sinais de deterioração organoléptica podem ser notados quando as brânquias começam a exalar odores desagradáveis.

Se o pescado não for eviscerado imediatamente, as bactérias do intestino vão logo para as paredes e cavidades intestinais. Acredita-se que esse processo seja auxiliado pela ação de enzimas proteolíticas que vêm do intestino (endógenas ou bacterianas).

As bactérias deteriorantes do peixe, aparentemente, têm dificuldade de crescer em camadas viscosas e em tegumentos externos. A camada viscosa é composta de mucopolissacarídeos, aminoácidos livres, óxidos de trimetilamina, derivados de piperidinas e outros compostos relacionados.

Os microrganismos de deterioração primeiro utilizam os compostos mais simples e, ao longo do processo, liberam vários componentes voláteis de odores desagradáveis.

O óxido de trimetilamina, a creatina, a taurina, a anserina e outros compostos relacionados juntamente com certos aminoácidos decrescem durante a deterioração do peixe, com a produção de trimetilamina, amônia, histamina, sulfito de hidrogênio, indol e  outros compostos.

A carne do peixe parece ser diferente da carne dos mamíferos no que diz respeito à autólise. A primeira, aparentemente, tem uma autólise mais rápida.

Na deterioração da carne de peixe, da mesma forma que bovina, não há total proteólise pela microbiota deteriorante.

Nos peixes que contêm altos índices de lipídeos (arenque, cavala, salmão e outros), esses compostos se rancificam à medida que ocorre a deterioração microbiana. A pele do peixe é rico em colágeno. As escamas da maioria dos peixes são compostas por uma escleroproteína (grupo das queratinas) e são as últimas partes do peixe a se decomporem.

Depois de 14 dias, a 5°C, as Pseudomonas spp. do grupo II de Shewan (P. fragi) tornam-se predominantes. Entre os isolados Gram negativos provenientes de peixes de água doce deteriorados predominam Pseudomonas (46%) e Shewanella spp. (38%). A Shewanella produz H2S e reduz a N-óxido de trimetilamina (TMAO), sendo as bactérias mais importantes na sua deterioração.

Bactérias isoladas de peixes, mantidos a 2°C, álcool – etanol, propanol e isopropanol.

O TMAO é um constituinte normal dos frutos do mar e é reduzido a TMA (trimetilamina) pela microbiota deteriorante, assim a dosagem de TMA tem sido utilizada para analisar a deterioração de frutos do mar. Outros produtos dosados são CO2, histamina, diaminas (cadaverinas e putrecinas), tiramina e substâncias totais voláteis.

A histamina, gerada a partir da histidina, está associada com o envenenamento escombróide.

Os compostos totais voláteis incluem bases totais voláteis (TVB), ácidos totais voláteis (TVA), substâncias totais voláteis (TVS) e nitrogênio total volátil (TVN).

REFERÊNCIAS:

– JAY, James M. Microbiologia de alimentos. 6ª ed., Artmed, Porto Alegre, 2005. 711p.

– https://joaoesocorro.wordpress.com/2012/03/31/agevisa-alerta-cuidados-para-nao-comprar-peixe-estragado/

– http://www.emparncaico.com/2012/04/como-escoher-um-peixe-de-boa-qualidade.html

 

FRUTOS DO MAR

Frutos do mar são peixes, crustáceos e moluscos de todos os tipos de água doce e salgada, morna e fria.

A microbiota dos frutos do mar reflete a água onde estes animais vivem.

Os tecidos internos de um peixe são estéreis.

A microbiota de um peixe é encontrada na (1) superfície externa, (2) nas guelras, e (3) nos intestinos.

A microbiota bacteriana da água marinha é Gram negativa.

A qualidade sanitária da água de onde os animais são retirados é o ponto chave para a obtenção de um produto final com uma boa qualidade microbiológica.

Além da água, os microrganismos são adquiridos nas várias etapas do processamento: descasque, descamação, evisceração, empanamentos, outros.

A maior parte da contaminação microbiana ocorre durante o corte dos filés e, depois, na sua manipulação, antes de serem embalados.

Em geral, frutos do mar e outros produtos congelados têm contagem microbianas mais baixas se comparadas com as de produtos frescos.

REFERÊNCIAS:

– JAY, James M. Microbiologia de alimentos. 6ª ed., Artmed, Porto Alegre, 2005. 711p.

 

Tirinhas do Lab

Fábrica de conservas em latas

A lata e o abridor de latas

Napoleão estimulou que se desenvolve-se um método de conservação de alimentos. O resultado foi a criação da conservação de alimentos em frascos de vidro.

Appert desenvolveu um método de conservação de alimentos em frascos de vidro no início do século XIX.

Dessecador para vácuo

RECOMENDAÇÕES GERAIS
􀂃 Evitar usar meios vencidos (liofilizados e prontos para uso); se usar, certificar-se com o controle de crescimento de que realmente está funcionando.

􀂃 Não usar meios prontos para uso em tubos ou placas que estejam ressecados.

􀂃 Observar com atenção para as instruções de alguns inóculos que são específicos para alguns meios de cultura.

􀂃 Recomenda-se o uso de tubos com tampa de rosca, pois evitam o ressecamento rápido do meio (tamanho dos tubos utilizados geralmente são de 11 por 100 mm).

􀂃 As placas de Petri são de 50, 90 ou 150 mm de diâmetro.

􀂃 Todos os meios confeccionados devem ser devidamente identificados com o nome, data de fabricação, data de validade e tipo de armazenamento.

􀂃 Todos os meios de placa devem ser embalados em filme plástico PVC transparente para evitar o ressecamento.

􀂃 Evitar o uso de sacos plásticos para embalar as placas, pois a água de condensação formada facilita a proliferação de fungos; para meios de cultura em tubos, colocar em sacos plásticos, procurando tirar o excesso de ar.

Tá certo que  não tem grande relação com a microbiologia de alimentos, mas esta bactéria foi a primeira com a qual trabalhei. E é a minha predileta.

Aggregatibacter actinomycetemcomitans, ou, A.a.

A imagem foi obtida no blog MEIO DE CULTURA. Aproveite para conhecer:

http://scienceblogs.com.br/meiodecultura/2012/05/microrganismo-de-sexta-aa/

 

PREPARAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE MEIOS DE CULTURA

􀂃 Os meios comerciais devem ser hidratados em pequena quantidade de água até que todo o meio fique úmido e só depois deve-se acrescentar o restante da água.

􀂃 Os meios preparados não comerciais, devem ser pesados separadamente em papel manteiga ou papel alumínio e adicionados em um único frasco (normalmente em béquer), hidratar em pequena quantidade de água até que todo o meio fique úmido e só depois deve-se acrescentar o restante da água.

􀂃 Sempre que for necessário levar o meio para fundir, usar vidro Pyrex, aquecer sobre a tela de amianto ou similar e tripé, no bico de Bunsen.

􀂃 Usar sempre luvas térmicas apropriadas para laboratório para manipular vidrarias quentes;

􀂃 Sempre que for usado o termo “esterilizar em autoclave”, o tempo de esterilização é de 15 minutos e a temperatura de 121ºC.

􀂃 Sempre que for usado o termo “esterilizar por filtração”, usar o filtro com porosidade de 0,22 micra, recomendado para partículas bacterianas.

􀂃 Quando distribuir o meio antes de autoclavar, os tubos não precisam estar esterilizados;

􀂃 Quando distribuir o meio após a autoclavação, os tubos, frascos, placas, pipetas e vidrarias ou materiais auxiliares obrigatoriamente devem ser estéreis.

􀂃 Os meios devem ser autoclavados com as tampas semi-abertas, para que a esterilização seja por igual em todo o conteúdo dos tubos – tampas fechadas não permitem a entrada do vapor.

REFERÊNCIAS

Instituto Superior Técnico. Preparação de meios de cultura sólidos. Disponível em: http://www.e-escola.pt/topico.asp?id=275.

Por dentro da tecnologia de alimentos. Meios de cultivo. Disponível em: http://tecnologiadealimentos.wordpress.com/meios-de-cultura/

BRASIL. ANVISA. Descrição dos meios de cultura empregados nos exames microbiológicos. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/microbiologia/mod_4_2004.pdf

O método de estriamento em placa permite a obtenção de colônias bacterianas puras, ou seja, formadas a partir de uma unidade formadora de colônia.

O procedimento se inicia pela esterilização de uma alça de platina (flambando-a na chama do bico de Bunsen), lembrando-se de permitir seu resfriamento por alguns segundos.

Após o resfriamento, obtêm-se um inóculo a partir de o crescimento bacteriano em caldo. Realiza-se o inóculo em meio sólido em um ponto, e esteriliza-se a alça de platina, antes de disseminar o inóculo sobre o meio de cultivo sólido. Inicialmente, realiza-se o espalhamento a partir do inóculo em linhas horizontais. E, na sequência, a partir, destas linhas, produz-se zigues-zagues do inóculo em ângulos de 90º. Isto permitirá, após a incubação, a obtenção de colônias puras.

Observe que as placas de Petri são incubadas invertidas (ou seja, com a tampa para baixo). Isto é importante para prevenir contaminação do meio pela água de condensação.

Durante a incubação as bactérias multiplicarão e formarão colônias.

A flambagem da alça de platina entre cada mudança de sentido do repique, garantirá a redução do inóculo no estriamento que permitirá a obtenção de colônias puras.

 

Observe que no início, o pesquisador flamba a alça de platina. Verifique que a alça é flambada na vertical e não na horizontal, e estendendo a flambagem até a haste da alça de platina.

Em seguida, pega o fundo da placa de Petri (que está invertida – tampa para baixo) e toca em uma porção do meio de cultivo (sem crescimento) a ponta da alça de platina para garantir seu resfriamento. E, posteriormente, pesca um porção de uma colônia bacteriana.

Devolve o fundo placa de Petri, e repica a colônia bacteriana em um novo meio de cultivo. Observer que utiliza movimentos de zigue-zague (em forma de Z) no novo meio de cultivo previamente esterilizado. Inicia na porção superior e vai até a extremidade oposta. Devolvendo o meio de cultivo inoculado à tampa e flambando, novamente, a alça de platina.

A operação foi inteiramente realizada na “área estéril” gerada pela chama do bico de Bunsen, que tem um diâmetro de 30 cm, aproximadamente. Neste campo estéril, a placa de Petri com o meio de cultivo pode ser aberto sem risco de contaminação.

As balanças de precisão são caracterizadas pela exatidão na pesagem. Ideal para laboratórios, a balança de precisão é um instrumento fundamental que possibilita pesquisas, produção, controle de qualidade, gerenciamento de dado.

A balança eletrônica de precisão são caracterizadas por elementos eletrônicos e constituída por uma bandeja sobre uma célula de carga, que é comprimida durante a pesagem, gerando um sinal elétrico que, enviado ao microprocessador, resulta em uma leitura em um mostrador exibindo o peso calculado.

 

Técnica do esfregaço de superfície com esponja em carne vermelha

A amostragem deve ser obtida e testada para Salmonella, podendo ser utilizada ainda para (2) aeróbios totais, e (3) Enterobacteriaceae.

A técnica utilizando “swab” pode ser utilizada para aeróbios totais e Enterobacteriaceae, mas não para Salmonella.

Cada carcaça exigirá uma esponja esterilizada e 10mL do diluente.

A esponja (mínimo de 50 cm2) deve ser umidificada, de forma homogenea, com solução salina 0,9% não tamponada.

A esponja deve ser manuseada assepticamente, e usada para a amostragem assim que a carne tenha sido inspecionada e antes da refrigeração.

Selecione (aleatoriamente) um dos lados da carcaça e inicie a pressionar a esponja a partir da perna traseira e realize um movimento firme de varredura até a porção mais dianteira, de forma ondulada, pelo flanco da carcaça. Pode ser necessário a utilização de escada para alcançar toda a carcaça suspensa.

Para calcular a área amostrada, multiplique a largura da esponja (10 cm) pelo comprimento da carcarça (em cm). A medida da carcaça não requere precisão, pode ser estimada. Exemplo: 10 cm x 100 cm = 1.000 cm2.

O valor da área amostra é registrado para permitir calcular o número de bactérias por cm2. Devem ser anotados dados da carcaça (origem, número de identificação, espécie).

A esponja utilizada deve ser fechada no saco que a acompanha, e colocada em uma caixa térmica (isopor) contendo blocos de gelo ou gelo picado. Não deve ser congelada, mas mantida a frio (0º a 4ºC), evitando o crescimento bacteriano, e deve ser analisada dentro de 24 horas.

Este teste deve ser aplicado em matadouros, por amostragem. Para carne de gado, deve ser realizado semanalmente, e analisadas cinco (05) amostras de carcaças por sessão. O resultado de 10 semanas consecutivas (ou seja, 50 amostras) deve ser utilizado na análise de qualidade. Na amostragem contínua, a cada nova semana coletada, exclui-se uma semana mais antiga.

Os testes para Salmonella são registrados como PRESENTE ou AUSENTE. Mais de 2 de 50 amostras com detecções de Salmonella gado bovino ou caprino são inaceitáveis. Enquanto, mais de 5 de 50, em suínos são inaceitáveis.

REFERÊNCIAS

FOOD STANDARDS AGENCY. Sponge sampling of red meat carcasses. disponível em: http://www.ukmeat.org/RedMeatCarcasses.htm.

 

 

A emergência de Listeria monocytogenes como patógeno alimentar surgiu na década de 1980 devido à ocorrência de surtos e casos esporádicos ligados ao consumo de alimentos.

Esta bactéria é psicotrófica, ou seja, pode desenvolver-se e multiplicar-se em alimentos mantidos sob refrigeração. Além disso, é capaz de formar biofilmes, o que torna difícil sua remoção e a torna mais resistente a antibióticos e desinfetantes.

Esta bactéria pode causar aborto, septicemia, encefalite e meningite, com alta taxa de mortalidade entre neonatos, idosos e imunocomprometidos.

Listeria spp. já foram relatadas em vegetais, camarão, carnes, leites e derivados, ambientes como esgotos e solo, mas no Brasil ainda não há relato de casos clínicos relacionado ao consumo de alimentos.

O gênero Listeria inclui L. monocytogenes, L. innocua, L. ivanovii, L. welshimeri, L. seeligeri e L. grayi.

Listéria spp. são bacilos Gram positivos, com dimensões de 0,4-0,5µm por 0,5-2 µm, anaeróbico facultativo, que não formam esporos. As colônias são acinzentada ou azul esverdeadas. São catalase positivas e oxidase negativa, crescendo em ampla faixa de pH (6-8), e embora possa crescer em diversas temperaturas, sua faixa de crescimento ótimo é em torno de 30-37°C.

Listeria cresce em meio de cultivo comuns, tais como Brain Heart Infusion (BHI) e Ágar Tripticase de Soja (TSA), sendo ainda capaz de hidrolisar esculina e crescer na presença de 10-40% de bile e em concentrações salinas de 10%.

PATOGÊNESE POR Listeria monocytogenes

Listeria monocytogenes é capaz de invadir macrófagos e uma variedade de células não fagocíticas (células endoteliais, hepatócitos).

A invasão de enterócitos e/ou das células M das placas de Peyer constitui a primeira etapa para atravessar a barreira intestinal. Já na lâmina própria, as bactérias são fagocitadas por macrófagos que são drenados pelos vasos linfáticos, alcançando a corrente sanguínea até chegar ao baço e ao fígado.

No fígado, bactérias são fagocitadas por células de Kupffer (macrófagos do fígado) que destroem 90% das bactérias, mas as que restam acabam por infectarem os hepatócitos iniciando a infecção sistêmica.

A bactéria fagocitada, escapa do fagossoma e é liberada para o citossol, onde multiplica-se. No citossol, a bactéria é recoberta por filamentos de actina (da células hospedeira) o que permite a sua movimentação dentro da célula hospedeira. A bactéria pode se movimentar até alcançar a membrana citoplasmática, provocando a formação de protrusões que são internalizadas pela célula vizinha. Na célula vizinha, ocorre tudo de novo.

 

bico de Bunsen é um dispositivo usado para efectuar aquecimento de soluções em laboratório.

Este queimador, muito usado no laboratório, é formado por um tubo com orificios laterais, na base, por onde entra o ar, o qual se vai misturar com o gás que entra atraves do tubo de borracha.

O bico de Bunsen foi aperfeiçoado por Robert Wilhelm Bunsen, partir de um dispositivo desenhado por Michael Faraday.

O bico de Bunsen queima em segurança um fluxo contínuo de gás sem haver o risco da chama se propagar pelo tubo até o depósito de gás que o alimenta.

Diz-se que a área estéril do bico de bunsen seja de 30 cm.

Quando a janela do Bico de Bunsen está fechada, sua chama é igual à de uma vela, pois a reação ocorre apenas com o oxigênio que está em volta e sua chama fica mais fraca.

Quando se usa o bico de Bunsen, deve-se primeiramente fechar a entrada de ar; em seguida, um fósforo deve ser aceso perto do ponto mais alto da câmara de mistura, daí, a válvula de gás pode ser aberta, dando origem a uma chama grande e amarela que desprende fuligem (figura abaixo 1). Esta chama não tem uma temperatura suficiente para o aquecimento de substância alguma, para conseguir uma chama mais “quente”, a entrada de ar deve ser aberta até que se consiga uma chama azul (figura abaixo 4); isto ocorre porque o oxigênio mistura-se com o gás, tornando a queima deste mais eficiente.

REFERÊNCIAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bico_de_Bunsen

http://www.proenc.iq.unesp.br/index.php/quimica/300-bico-bunsen

balão de fundo chato destina-se a destilações químicas, seu uso é semelhante ao balão de fundo redondo, porém mais apropriado aos aquecimentos sob refluxo e pode ser apoiado sob superfícies planas.

Modo de usar

Colocar o balão em posição horizontal e acrescentar a solução desejada. O balão de fundo chato, não é graduado, pois não é utilizado para se obter volumes precisos.

Dependendo da técnica empregada, pode-se utilizar tampa ou algum outro objeto para tampar a boca do balão.

Precaução

Cuidado ao manipular soluções quentes ou agressivas, sempre utilize roupas adequadas, como avental, luvas e óculos de proteção.

REFERÊNCIAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bal%C3%A3o_de_fundo_chato

http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/10fqa/1fqa5101pdf01.pdf?width=965&height=600

http://www.erviegas.com.br/pdf/153509.pdf

Lâmina para microscópio ou para microscopia é uma peça retangular, normalmente de vidro (embora possa ser também de quartzo, policarbonato, poliestireno, acrílico ou modificações deste). Estes materiais podem ter sua superfície tratada com PTFE, poli-L-lisina e silicones.

São produzidas variando em dimensões, mais comumente no tamanho de 26 x 76 mm nos países que adotam o sistema métrico, medidas originárias do tamanho de 1 por 3 polegadas (25,4 x 76,2 mm) (tamanho que tornou-se padrão para a construção de microscópios).

Variam em espessura, usualmente têm a espessura de 1 a 1,3 mm.

Podem ter uma ou duas extremidades fosqueadas, com a finalidade de ali se escrever anotações ou rotulá-las.

Podem ter as bordas simplesmente cortadas ou lapidadas, tornando seu uso mais seguro por causa do caráter cortante do vidro.

Para algumas aplicações, podem ter uma de suas superfícies completamente ou regionalmente fosqueada, quando não se faz necessária a transparência e é adequado um determinado contraste.

São ainda, para algumas aplicações, “escavadas”, formando cavidades destinadas a reter volumes de líquidos a serem examinados ao microscópio. Para as lâminas ditas escavada, normalmente é usado em sua fabricação o vidro plano de 2 mm de espessura, e as escavações, concavidades, tem normalmente 15 a 18 mm de diâmetro e 1 a 1,5 mm de profundidade. Placas de vidro com mais de 3 escavações, escavações maiores e mais profundas, e com espessura maior que 2 mm, normalmente são classificadas como placas de toque e não são consideradas nem usadas normalmente em microscopia, e se destinam normalmente a reações químicas em pequena escala.

 

REFERÊNCIAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A2mina_(microscopia)

 

proveta é um instrumento quase cilíndrico de medida para líquidos.

Possui uma escala de volumes razoavelmente rigorosa.

Pode ser fabricada em vidro ou plástico, com volumes que normalmente variam entre 1 e 2000 mililitros.

Embora seja mais exata que os copos de graduados, para a medição de volumes mais precisos é preferível o uso das pipetas.

REFERÊNCIAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Proveta

http://www.fcf.usp.br/Departamentos/FBF/Disciplinas/Farmacotecnica/instrumentos/PROVETA1.htm

http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/10fqa/1fqa5101pdf01.pdf?width=965&height=600

 

Tubo de ensaio é um recipiente de vidro alongado e cilíndrico usado para efetuar reações químicas de pequena escala com pequenas quantidades de reagente de cada vez.

Pode ser aquecido diretamente na chama do bico de Bunsen.

O diâmetro de abertura fica entre 1 e 2cm e o cumprimento fica entre 5 e 20cm. Possui, geralmente, uma borda grossa na abertura, o que facilita o despejo de seu conteúdo em outros recipientes.

REFERÊNCIAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tubo_de_ensaio

http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/10fqa/1fqa5101pdf01.pdf?width=965&height=600

 

Balão de Erlenmeyer (em alemão: Erlenmeyerkolben) é um frasco em balão, usado como recipiente no laboratório, inventado pelo químico alemão Emil Erlenmeyer.

Feito de material de vidro, plástico, policarbonato transparente ou polipropileno transparente, é ideal para armazenar e misturar produtos e soluções, cultivo de organismos e tecidos e predominantemente usado em titulações. Pode ser utilizado, também, para o aquecimento de soluções.

Sua parede em forma de cone invertido evita que o líquido em seu interior espirre para fora.

Apresenta variações de tamanhos de bocas, tampas de vidro esmerilhado e plástico e inclusive estrias em suas paredes para melhor homogenização de soluções. Algumas variações incluem tampa, inclusive rosqueável.

REFERÊNCIA:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Erlenmeyer_(bal%C3%A3o)

http://www.escolavirtual.pt/assets/conteudos/downloads/10fqa/1fqa5101pdf01.pdf?width=965&height=600

http://www.midlandsci.com/customer/miscne/specpages/Flasks%20Erlenmeyer.pdf

Alças de Drigalski descartáveis são hastes de plástico em formato de “L” e são utilizadas para espalhar amostras líquidas na superfície do ágar contidos nas placas de Petri. A sua base deve ser completamente lisa, livre de pontas ou imperfeições, permitindo distribuição da amostra líquida de forma homogênea sobre a superfície do ágar, sem cortá-lo.

REFERÊNCIAS:

http://www.interlabdist.com.br/dados/produtos/bula/doc/1548ca6fd719272.pdf

Os dispositivos de pipetagem são dispositivos para auxiliar a sucção em pipetas.

Nunca se deve utilizar a boca para pipetar, porque além do risco de aspiração ou de ingestão, torna fácil a inalação de aerossóis. Utilizar um dos vários tipos de bulbos, pêra ou pipetadores.

São considerados equipamentos de proteção coletiva (EPCs).

PERAS

Pêras são de borracha e possuem três bolinhas que têm as letras “A”, “S” e “E”. A primeira (“A”) serve para retirar todo o ar da pera antes desta ser aplicada à pipeta; a segunda (“S”) serve para fazer o líquido subir, e a última (“E”) para expulsar o líquido. Além disso, para expulsar a última gota, quando se está trabalhando com pipetas totais, é só apertar o orifício na extremidade lateral da pêra (ao lado da bolinha “E”).

 

Os pipetadores do tipo roldana possuem uma roda que ao ser deslizada para cima suga o líquido e este vai sendo descartado através de um “botão”.

Quando se estiver trabalhando com pipetas totais deve-se apertar a extremidade deste pipetador para descartar a última gota.

Tais pipetadores são utilizados segundo suas cores, sendo o amarelo para volumes de até 0,2mL; o azul para volumes de até 2,0mL; o verde para volumes até 10mL e o vermelho para volumes até 25mL.

 

 

Os instrumentos de medição são essenciais para qualquer laboratório ou indústria que necessita de medições corretas de volumes. A qualidade dos resultados das análises é dependente da exatidão com que são medidos os volumes das amostras ensaiadas ou dos reagentes adicionados.

Mesmo os mais sofisticados instrumentos automáticos de análise oferecem resultados confiáveis somente quando o material volumétrico empregado na preparação de reagentes e amostras for suficientemente preciso e direcionado ao uso pretendido.

A calibração e o uso adequado dos instrumentos de medição têm grande influência no resultado final de um ensaio. É importante avaliar e reduzir, onde for possível, os erros sistemáticos e aleatórios que possam influenciar o bom desempenho do laboratório.

PIPETAS

Pipetas são usadas para transferência de volumes pré-estabelecidos de um recipiente para outro.

Para os diversos usos em laboratórios de análise em geral, existem diversos tipos de pipetas, como as pipetas de vidro e pipetas automáticas (mecânicas e eletrônicas).

Pipeta volumétrica (ou transferidora): planejada para medir um volume fixo de líquido, constituindo-se de um bulbo cilíndrico contendo um tubo estreito em cada extremidade (ver figura 1-A). A marca de calibração do volume fica gravada na parte superior do tubo. A parte inferior do tubo se afina gradualmente, de modo que o calibre interno na extremidade da pipeta seja suficientemente fino para que o fluxo do líquido e a drenagem incompleta não causem erros de medição além da tolerância especificada.

Estas pipetas são calibradas para utilização em medida de amostras não viscosas. A exatidão da calibração desta pipeta é diretamente proporcional à sua capacidade.

Pipeta graduada (ou medidora): Consiste em um tubo de vidro graduado uniformemente em seu comprimento (ver figura 1B e 1C). Existem 2 tipos:

Pipeta graduada de escoamento parcial: calibrada entre duas marcas, apresenta no topo duas linhas coloridas;

Pipeta graduada de escoamento total (sorológica): graduada até a extremidade inferior, apresenta no topo uma linha colorida.

Estas pipetas são planejadas para medidas de volumes pré-determinados e não são consideradas exatas para medir amostras e padrões.

CUIDADOS NECESSÁRIOS PARA USO CORRETO DAS PIPETAS

Não pipetar com a boca. Utilizar sempre um dispositivo para a pipetagem (ver postagem sobre dispositivos de pipetagem);

Utilizar pipetas íntegras, descartar as pipetas que apresentem pontas quebradas;

Utilizar pipetas limpas e secas;

Utilizar pipetas com volume total o mais próximo possível do volume a ser medido;

– Para medidas de soluções viscosas, evitar que o líquido ultrapasse muito a marca de medida, limpar a parte externa da pipeta e lavar a mesma várias vezes na solução que irá receber o material pipetado;

Nas soluções incolores coloca-se o menisco inferior na marca de calibração enquanto que nas soluções coradas o acerto se faz na parte superior do menisco (ver Figura 2);

Os olhos devem estar posicionados na altura da leitura do menisco (ver figura 3);

Utilizar a pipeta sempre na posição vertical (tanto para aspirar como para desprezar o líquido);

O fluxo do líquido deve ser contínuo.

EVITANDO A PARALAXE

A superfície de um líquido confinado num tubo estreito exibe uma curvatura marcante, ou menisco, que consiste na interface entre o ar e o líquido a ser medido.

Para acerto do menisco, seu olho deve estar no nível da superfície do líquido para assim evitar um erro devido à paralaxe (ver figura 3).

Paralaxe é um fenômeno que ocorre através da observação errada do valor da escala analógica do instrumento, devido ao ângulo de visão.

REFERÊNCIA:

LABTEST. INFOTEC. Uso correto de pipetas. 2010. 4p. Disponível em: http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&sqi=2&ved=0CH4QFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.labtest.com.br%2Fdownload.php%3Fa%3D7598&ei=-HkaUIuhDure0gHo9IGYBg&usg=AFQjCNHmRLsCsQT0n7t8iaCJKBZLJKBalw&sig2=u-qEimAmOzHU0IAYmbrbOw . Acesso em: 02 de agosto de 2012.

USO CORRETO DE PIPETAS

 

DICAS:

1. Anotações referentes à data, tipo de atmosfera, origem da amostra, tipo bacteriano, e pesquisador responsável devem ser disponibilizados na tampa da placa de Petri;

2. Uso de papel filtro na tampa, pelo lado interno, pode ser útil para evitar formação de água de condensação que poderia contaminar o meio de cultivo;

3. As placas devem ser incubadas em posição invertida, ou seja, com a tampa para baixo. Isto evita a formação de água de condensação.

Referências:

http://hardydiagnostics.com/articles/Petri-Invention.pdf

Oi, devotas de Annapurna

Annapurna é a deusa hindu da colheita ou dos alimentos. Assim, nos guiará na conservação da fonte de nossa vida. O alimento já nos é entregue na união dos gametas e formação do zigoto, e nos acompanhará por toda a vida.

Este blog vai servir de apoio a nossos encontros em sala de aula na Faculdade Piauiense – Parnaíba.

Assim, sejam bem vindas ao bacilos na sopa.

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