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A BIOTA DE CARNES E AVES

Em geral, a microbiota das carnes e aves reflete os microrganismos do abate e de suas etapas de processamento, com predominância de bactéria Gram negativas. Entre as Gram positivas, o Enterococcus e o Lactobacillus são os mais encontrados. Devido à sua constante presença nas etapas de processamento da carne, vários gêneros de bolores podem ser encontrados, incluindo Penicillium, Mucor e Cladosporium. As leveduras mais encontradas em carnes e aves fazem parte do gênero Candida e Rhodotorula.

Incidência/prevalência de microrganismos em carnes vermelhas frescar

A carne moída apresenta número maior de microrganismos do que a carne não moída porque (1) resulta de vários cortes manipulados excessivamente, (2) tem grande superfície de contato, (3) moedor de carne, facas e utensílios de estoque inadequadamente limpos, e (4) um pedaço de carne muito contaminada é suficiente para contaminar outros pedaços ou mesmo todo o lote, uma vez que tenha passado pelo moedor.

Pedaços de carne altamente contaminados normalmente estão na forma de linfonodos, em geral, envolvidos por gorduras. Isto pode explicar porque a carne de hambúrguer apresenta número mais elevado de microrganismos do que a carne bovina moída, pois pode conter até 30% de gordura animal, enquanto a carne moída não pode ter mais do que 20% de gordura.

Tanto o Bacillus quanto o Clostridium são encontrados em todos os tipos de carne, embora em níveis muito baixos, e sua relevância, enquanto esporos, decorre de seu papel na putrefação anaeróbia na indústria de enlatados durante a destruição de microrganismos pelo calor.

Diversos grupos microbianos já foram encontrados em diferentes tipos de carnes, inclusive Erylepelotrix rhusiopathiae, Clostridium perfringens, Enterobacteriaceae (Escherichia coli, Serratia liquefaciens, Citrobacter freundii, Enterobacter cloacae, Salmonella), Listeria monocytogenes.

Os métodos de quantificação mais utilizados têm sido a contagem de aeróbios em placas (APC) e o método do número mais provável (MPN).

A adiçaõ de proteína de soja (farinha, flocos ou proteína texturizada de soja) em níveis de 10-30% em bifes de carne moída acarreta em aumento da contagem de aeróbios e diminuição do tempo de deterioração, relacionados ao aumento do pH e da superfície de contato da carne com a soja.

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