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Posts marcados ‘Técnica do estriamento’

Análise da qualidade microbiológica de alimentos – isolamento de microrganismos

1. Marco teórico

Em todos os ambientes, existem múltiplos microrganismos de diversos tipos e atividades fisiológicas. Para estudar um microrganismo em particular é necessário separá-lo da população mista em que se encontra. Para tanto, utiliza-se técnicas de isolamento que resultem em cultivo puro. Portanto, é importante realizar procedimentos que permitam o isolamento e seleção do microrganismo de interesse.

Com esta finalidade, o método selecionado deve constituir-se em uma atividade interdisciplinar que combine atividades de microbiologia, bioquímica, química e engenharia. O êxito de um programa de seleção depende da fonte utilizada para obtenção dos microrganismos e do método escolhido para detectar a atividade desejada.

De maneira geral, os métodos de isolamento incluem: (mais…)

Método do estriamento em placa

O método de estriamento em placa permite a obtenção de colônias bacterianas puras, ou seja, formadas a partir de uma unidade formadora de colônia.

O procedimento se inicia pela esterilização de uma alça de platina (flambando-a na chama do bico de Bunsen), lembrando-se de permitir seu resfriamento por alguns segundos.

Após o resfriamento, obtêm-se um inóculo a partir de o crescimento bacteriano em caldo. Realiza-se o inóculo em meio sólido em um ponto, e esteriliza-se a alça de platina, antes de disseminar o inóculo sobre o meio de cultivo sólido. Inicialmente, realiza-se o espalhamento a partir do inóculo em linhas horizontais. E, na sequência, a partir, destas linhas, produz-se zigues-zagues do inóculo em ângulos de 90º. Isto permitirá, após a incubação, a obtenção de colônias puras.

Observe que as placas de Petri são incubadas invertidas (ou seja, com a tampa para baixo). Isto é importante para prevenir contaminação do meio pela água de condensação.

Durante a incubação as bactérias multiplicarão e formarão colônias.

A flambagem da alça de platina entre cada mudança de sentido do repique, garantirá a redução do inóculo no estriamento que permitirá a obtenção de colônias puras.

 

Estriamento em placa

Observe que no início, o pesquisador flamba a alça de platina. Verifique que a alça é flambada na vertical e não na horizontal, e estendendo a flambagem até a haste da alça de platina.

Em seguida, pega o fundo da placa de Petri (que está invertida – tampa para baixo) e toca em uma porção do meio de cultivo (sem crescimento) a ponta da alça de platina para garantir seu resfriamento. E, posteriormente, pesca um porção de uma colônia bacteriana.

Devolve o fundo placa de Petri, e repica a colônia bacteriana em um novo meio de cultivo. Observer que utiliza movimentos de zigue-zague (em forma de Z) no novo meio de cultivo previamente esterilizado. Inicia na porção superior e vai até a extremidade oposta. Devolvendo o meio de cultivo inoculado à tampa e flambando, novamente, a alça de platina.

A operação foi inteiramente realizada na “área estéril” gerada pela chama do bico de Bunsen, que tem um diâmetro de 30 cm, aproximadamente. Neste campo estéril, a placa de Petri com o meio de cultivo pode ser aberto sem risco de contaminação.

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